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Marie is losing the plot

31
Mai18

Quando somos apanhados na curva

Tenho-me como uma miúda descomplexada. Falo de tudo sem grandes problemas, por exemplo da minha vida sexual: não faço um grande alarido, nem faço questão de, mas sou honesta quando o assunto é esse, e não me sinto envergonhada. 

Mas pelos azares dos azares, no outro dia tive que ir a uma farmácia comprar a pílula do dia seguinte.  E eu, a quem geralmente pouco interessa os julgamentos dos outros sobre mim  ou sobre a  minha liberdade,  ainda nem tinha entrado e já estava a imaginar um coro de velhotas a chamarem-me desavergonhada enquanto faziam o sinal da cruz. 
  

A farmácia estava cheia. Cinco minutos à espera, se calhar vou me embora embora; 10 minutos à espera, não vais nada embora, sua parva; 15 minutos à espera,  não acredito que me estou a sentir envergonhada;  20 minutos à espera, é a minha vez, ainda vais a tempo de dizer que só queres uma caixa de ben-u-ron, porque quando fizeres o pedido a tua voz vai ecoar e toda a gente vai ficar a saber. 

 

A menina, farmacêutica, diz me bom dia e pergunta-me o que eu preciso. Digo-lhe, baixinho. Como se estas coisas tivessem, sempre, que se dizer baixinho. 

28
Mai18

Quem é vivo sempre aparece

O meu relacionamento com esta bodega de blogue não está  a ser nada saudável. Só me lembro dele quando não tenho mesmo mais nada para fazer.  Se ele fosse uma pessoa já me tinha dado um  pontapé no rabo. E bem merecido que era.  No entanto, continuo a escrever textos e gracinhas mentais, que ficam só mesmo pela minha cabeça, e na biblioteca do Sandman ( já leram Sandman? Refiro-me ao do Neil Gaiman...que os outros que tem sandman no nome parecem-me mais merda do que este blogue). 

 

Digo eu que não tenho mais nada para fazer, explico-me: São 14:27h de uma segunda- inicio de semana- e eu já vi o ultimo episódio de the good fight ( tão bom, Diane deixa-me dar-te um beijinho na testa) e o ultimo episódio de Killing Eve ( a Villanelle é a psicopata mais fofa de sempre). Por isso, encontro-me órfã de series e só me apetece ir para a cama chorar.   O dia está tão animado que só estou a espera que o mercadinho aqui do bairro abra, para ir comprar tabaco e poder vestir o pijama. 

 

Mas entretanto, o que tenho feito eu, nenhum de vocês pergunta. Ora portanto, vi uma gaja que não gosto mesmo nada a ser atropelada por um camião, estão a ver aquela cena final do Mean Girls, foi quase isso. A miúda está bem, e aprendeu - veja-se bem -  que os passeios são para se usar. 

 

Queimei as fitas, a minha mãe fez todo um drama por causa da missa de finalistas "Que tens que ir; Que vai ser muito bonita" ate chegar ao ponto de " Se não fores à missa, não vou à tua queima". Fui à missa, passei as piores quatro horas da minha vida e ela, ela sentadinha numa esplanada. O almoço também foi horrível, paguei um balúrdio pelo restaurante e só fui capaz de comer a sopa. Porque se comia um graozinho de arroz que fosse, era capaz de vomitar tudo. 

Liguei à minha melhor amiga para irmos fumar um cigarro e ela cagou-me na cabeça. Vivemos na mesma localidade e há quase três meses que não a vejo. Apeteceu-me, quando desliguei a chamada, mandar-lhe uma SMS só a dizer: " puta". 

Conheci um rapaz giro, muito giro, mas vi que tinha uma tatuagem horrível, e enorme, no braço. Despachei-o. 

 

E agora estou aqui, cheia de fome e mal humorada, porque a minha colega de casa disse que fazia o almoço, só que aterrou,  e  já são quase  três da tarde e a menina aqui sem almoçar. 

 

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