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Marie is losing the plot

19
Jun18

Fez-me tanta falta como um cão na missa

Marie

Dentro de uns dias começo o meu estágio curricular, mas ate chegar aqui, em que escrevo este post sem vontade de matar alguém, levou um bom tempo. 

Ora então, a coordenadora do meu curso é uma senhora que costuma vaguear pela faculdade. Lecciona uma das cadeiras opcionais, e por isso, para mim e para mais de metade dos estudante do meu ano, é só aquela senhora que costuma estar no bar do nosso pólo. 

No final do primeiro semestre, e como estamos no ultimo ano, marcou uma reunião geral para falar sobre os estágios curriculares. Onde quis à força toda que concorrêssemos todos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros. Eu que sou uma indecisa, tive imensos meses a pensar sobre os possíveis locais de estágio. Pondo sempre de lado o MNE. Primeiro porque o único local do MNE que poderia concorrer não tinha aberto vagas este ano, segundo porque não tenho dinheiro e não me apetece estar a sobrecarregar a minha mãe com uma ida para fora, terceiro não quero  nem posso deixar a minha mãe sozinha. E saber o que não queremos já é meio caminho andado. Mas mesmo explicando-lhe isso, sempre que a encontrava lá me dizia ela " candidate-se ao MNE". 

Os meus colegas de curso, que pelas mesmas razoes ou por outras decidiram que também não se iam candidatar ao MNE, viram a partir dai um total desinteresse por parte dela. Subtilmente disse-nos "desemerdem-se". [E nós, ja sabendo que as pessoas que nos outros anos estagiaram no MNE, disseram que a experiência foi muito gira, gostaram muito das cidades, mas que não aprenderam nada.]

Duas colegas minhas, conseguiram entrevistas em empresas nas cidades delas. Comunicaram à coordenadora, e ela desejou-lhes boa sorte, encorajando-as. As entrevista correram bem, foram aceites os estágios por parte da empresas, a papelada e protocolos  todos preenchidos, só faltava a assinatura da  coordenadora. Passado uns dias, encontro uma dessas colegas na biblioteca, a chorar, perguntei-lhe o que se passava. Contou-me que não tinha conseguido o estágio porque a coordenadora não tinha aceite, o da outra tambem foi recusado. E eu, já em pânico, porque nunca na vida ia conseguir um estágio. Melhor, um estagio que ela aceitasse(e, isto devíamos estar em Fevereiro)

Durante meses isto não me deixou ter uma noite de sono descansada, estava-me a sentir completamente sozinha, principalmente porque não sabia como fazer as coisas, estando-me a sentir ao deus dará.  Ate que me decidi,  mandei uma candidatura espontânea para uma empresa, e informei  a coordenadora, expliquei-lhe qual era a empresa e expressei-lhe de forma muito clara a minha vontade de estagiar naquele local. Ela, como às minhas colegas, desejou-me boa sorte e eu disse-lhe logo que se fosse aceite era para estagiar naquele local: que não queria estar a perder o meu tempo, nem tempo da pessoa que me ia estar a entrevistar para depois ela decidir que não aprovava. 

No final da entrevista disseram-me logo que aceitaram o estagio e enviaram-me  toda a papelada que a coordenadora de curso precisava. Seguiu-se uma troca de emails interminável, entre mim  e a coordenadora. E eu a perceber que ela estava comigo entalada na garganta. Os meus colegas que me contaram a experiência que eles estavam a ter a mesma experiência e eu a perceber que as situações deles também não estavam melhores. Toda a gente a reclamar da senhora, mas quando a viam era como se tudo estivesse a correr às mil maravilhas. Ate que num dia, nos cruzamos com ela, e foi quando nos perguntou sobre os estágios. Eu que já estava farta daquela situação toda, irritei-me, quando ela me pediu que lhe enviasse o contacto da minha orientadora, porque já o tinha feito sete vezes. E embora tenha tentado  falar da maneira mais cordial com ela, ficou a perceber que penso que lhe falta  profissionalismo e competência, que só por acaso são uma das coisas que me tiram do serio. 

Nesse mesmo dia, pediu-me que pusesse a orientadora em CC, e é cómico ler aqueles emails e perceber o tom com que me escreve  e o tom de lambe cu com que escreve à minha orientadora.  Mais cómico ainda é perceber que os meus colegas que conseguiram estágio na mesma empresa, embora num local diferente ( no caso deles, por intermédio de uma professora que conhece pessoas na mesma empresa) tiveram a vida super facilitada, sem qualquer questão ou entrave levantados. 

Conclusão,  aquela pessoa que supostamente- e por isso recebe um extra chorudo no ordenado- nos devia dar algum suporte neste tipo de situações, fez-me tanta falta como um cão na missa. 

 

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